Jornalistas viveram experiência inédita
no I Rally da Independência

Foto de José Mário Dias

Rafael Túlio pilotou carro navegado por repórteres

A presença maciça de da imprensa no I Rally da Independência foi marcada por uma experiência nunca vivida por três de quase duas dezenas de jornalistas que fizeram a cobertura nacional do evento. Convidados pela organização da prova, que valeu como terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Cross Country, os repórteres Cleber Bernuci (RaceTV), Alexandre Vilela (revista O Mecânico) e Laura Fonseca (SporTV) aceitaram atuar como navegadores para o catarinense Rafael Túlio, mais conhecido como Pomerode. Devidamente equipados com macacão antichama e instruídos sobre o funcionamento dos instrumentos de navegação, eles completaram três das cinco provas especiais da etapa e ficaram surpresos com a categoria de Túlio ao volante da Mitsubishi L200 RS da equipe ProMacchina. Primeiro a andar no carro que lidera a Mitsubishi Cup Sudeste, Vilela retornou ao ponto de apoio impressionado pela experiência:

“Foi muito emocionante participar do Rally da Independência como navegador de um piloto experiente como o Pomerode. Deu para sentir, principalmente por causa das condições do tempo, que ele é um piloto muito técnico.”

Curiosamente, o jornalista da revista O Mecânico creditou seu momento mais emocionante não a uma curva feita em derrapagem controlada ou ao fato de ter que acompanhar na planilha de bordo o trecho por onde passava. Para ele o espírito de solidariedade do rally foi o que causou a maior dose adrenalina:

“Depois que passamos por uma curva muito fechada, vi que tinha um carro atravessado na pista, na mesma hora avisei o Pomerode pelo rádio e ele parou. Descemos do carro e ajudamos a tirar o carro dali. Para mim foi um momento tenso, pois tinha medo que viesse outro carro e batesse contra o nosso.”

Para Cleber Bernuci, repórter da RaceTV acostumado a competir nas provas de kart promovidas por um grupo de jornalistas, participar da competição como navegador foi uma experiência que exigiu muita coragem e uma certa dose de loucura:

"Pude concluir que piloto de rali é mesmo louco e corajoso. Mais pirado e destemido ainda é o navegador, porque tem que passar as coordenadas corretamente e confiar muito no taco do piloto, principalmente em uma pista molhada e escorregadia onde um erro pode custar muito caro. E claro, nunca olhar para os lados.”

Experiente piloto de provas de velocidade, Rafael Túlio o “Pomerode” gostou de ter os jornalistas como seus navegadores e ficou surpreso com a reação deles a bordo de sua Mitsubishi L200 RS:

“Os jornalistas se portaram como ótimos navegadores e foram extremamente detalhistas na hora de passar as coordenadas para mim. Um fato que me surpreendeu bastante foi a tranqüilidade da repórter Laura Fonseca durante toda a etapa, ao contrário dos outros, que ficaram bastante eufóricos. Ela se portou como uma verdadeira navegadora.”

O site www.crosscountry.com.br já exibe uma área especial com as informações do I Rally da Independência, inclusive com a ficha de inscrição para a prova, que será disputada por três categorias: Protótipo, Super Production e Caminhões.

O Rally da Independência teve o apoio da Unilance Consórcios, Cimed Medicamentos, TSW rodas, Toyama Power Products, Avalon Táxi Aéreo e Beepress e foi organizado pelo Rally Clube de Curitiba, sob supervisão da Federação Paranaense de Automobilismo e da Confederação Brasileira de Automobilismo. A promoção do evento está a cargo da ProMacchina Rally.